Aos poucos aniquilo o que algum dia sentiste por mim, Começando a sentir-te para além do horizonte, A tua presença é já imóvel em mim. Distante em demasia. Aos poucos Apago-me de ti... Tentando apagar-te de mim. É já o frio dessa ausência, minha tortura, minha dependência... Aos poucos morro dentro de mim. Amei, amo...já não sei. pouco ou por demais, não reconheço aquilo em que me tornei. Aos poucos Resta simplesmente a lembrança, daquilo que outrora fora um céu de sol, um jardim de flores, lágrimas salgadas, por diferentes dores. Antes eram salgadas, mas adocicadas pelo amor, pela cumplicidade... pelo bom sabor, de recordar esse teu beijo. o teu calor... Aos poucos, morri e tornei-me isto, que nem sei definir... foi, é um risco, estou tentada em desistir...