Finalmente encontrava-lhe o sorriso, esboçado naquela boca perfeita aquele subtil sorriso envergonhado. A sua voz um canto que no meu mundo entoava com encanto, irresistivelmente hipnótica como lho disse inclusive. Pela primeiríssima vez se cruzam os olhares e as minhas asas romperam a pele das costas porque nesse momento me apeteceu simplesmente voar. Esses voos que se regem pela velocidade do meu pensar. A emoção que esperava não se manifestou da forma que eu teria imaginado, foi muito mais natural e perfeito, até com uma pequena percentagem de humor. Quase me embrulhava entre a tentação de largar uma gargalhada, no meio daquele silencio aparente, feito por toda aquela gente, que numa sala cheia apenas deixavam entoar a sua voz... E se eu largasse a gargalhada? De certo me expulsavam julgando me louca... mas não! Louca de facto fui por me meter a caminho, por isso louca já não estava. Era por ele, foi por ele, na sua perfeita imperfeição, porque o abismo onde um d...