Certas noites são como dias, ela acorda para o acordar, passa-lhe os lábios dos dedos ao pescoço, só porque ele é preguiçoso. O não sorriso que ele costuma manter é o mistério que a faz a ela deixar de não querer, mas quando o acorda fica aquela boca perfeita entre os pelos mal desfeitos do seu rosto. Ela acordada ainda dormia. Porque o único mundo comum não irreal entre ele e ela era o mundo do mau dormir ou bom sonhar. Talvez o gosto do nunca ser, fosse o melhor para o que realmente era.
Para estar bem era a dançar! E se ela gosta de dançar, mas o raio da sala mantém-se vazia, sem plateia não há vontade que resista! Ela queria oferecer exclusividade, mas ele nunca tinha coragem para entrar na sala, mas sem ele não havia forma dela querer dançar. Disse-me ela que tem medo de cair e só arriscava se tivesse certa que ele a segurava. Ah sim, ele tem medo de a deixar cair, e por isso nem arrisca tentar vê-la e muito menos dançar.
Apenas uma folha em fogo, caída sobre terra fértil, vestida de luto na morte do verão, de raízes vivas esperando a nova estação!
Talvez sozinha no meio de muitas, talvez única num mundo só meu... eu, a natureza e o céu!
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