
Sobre uma laje fria,
permaneço estendida,
nua e gelada,
roxa, pálida,
a morrer acordada.
na esperança,
de um simples movimento teu,
da tua proximidade,
do teu calor.
Diz-me como te largar!
Eu preciso de mim!
Diz-me como te amar!
Eu preciso de ti!
Ensina-me a não sentir.
Sou fraca...
Não irei resistir.
Se pudesse mudar algo,
seria esta terrível insegurança,
a incerteza que reina na minha alma,
e a mim porque sofro e faço sofrer…
Mudaria tudo sem mudar nada.
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