Corria pelas areias,
quentes do deserto,
sentindo na pele o vento,
que penetrava minhas veias.
Dei conta de um beijo,
que me apareceu na mão,
e quando o olhava
palpitava meu coração.
Tão feliz eu estava,
pois um beijo guardava,
e quando vento voltou,
uma cana se agitou.
Dela caiu uma lágrima,
que na outra mão se instalou!
com esta, lágrimas minhas,
por aquela cana,
nascida em areias finas.
Uma cana que chorava
que apenas se agitava,
pelo soprar do vento.
Sendo este mais forte,
com ele levou o tempo.
Por onde passei, sorri, chorei…
tudo passou, tudo foi,
tudo voou...
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