As noites caiem e encontro-me de novo comigo mesma,
neste espaço vazio onde sonho viver tanta coisa...
Há uns tempos comprei umas louças,
os tais copos pretos que deveriam ficar a matar com os castiçais vermelhos...
até já imaginei como seria usar tudo,
já coloquei a mesa uma dezena de vezes,
só para ver o efeito perfeito que dá.
O calor que transmite,
o contraste das cores mortas e o vermelho,
a luz enfraquecida das velas...
Chego a imaginar a composição das sombras e o quanto parece perfeito....
O tempo passa e tudo continua a ser imaginação,
vazio, sonho, o eco dos meus desejos e das minhas fantasias.
Sinto-me sufocar no desejo de dar,
de manifastar-me,
de sentir o efeito da minha dedicação,
mas permanece o vazio,
todo o meu mundo está oco...
estou rodeada de nada, de cinza, de abismo...
Vem o vento e bate com força a minha porta,
por vezes tenho vontade de abri-la,
deixar entre casa a dentro,
que jante comigo e me faça companhia.
Por vezes a chuva cai e toca-me a pele,
sinto vontade de leva-la para casa,
para que me toque vezes sem conta,
para que me acaricie enquanto me imagino deitada no colo de alguém.
Por vezes o sol brilha,
e toda a sua luz me envolve...
Tenho vontade de o trazer na carteira,
para que me abrace e me aqueça
sempre que me sinto cair na solidão e na carência.
Já tive tantos sonhos,
já acreditei viver realidades,
mas de que me vale tudo isso,
a realidade é esta minha vida cinzenta,
onde tudo o que mais desejo é cor de fogo,
e tudo o que vejo são poeiras.
Pó!!! Simplesmente pó que me inunda o coração.
Até eu já me sinto somente PÓ!
Não existe o que sonho...
Já deve ter passado o meu tempo.
Os beijos que me percorrem o corpo,
o entrelaçar de dedos,
aquele trocar de olhares...
Já não sei seduzir,
encantar...
já não sei alcançar...
Sou somente pó nesta minha vida cinzenta.
Custa-me dize-lo,
saltam as lágrimas de dentro para fora
e de fora para dentro,
um dia pensar em tudo o que sonho fazia-me sorrir.
Agora...
já nada é o mesmo e as lágrimas são meu único alimento.
As minhas mãos sentem falta de agarrar o rosto de alguém,
e os meus olhos de se perderem no olhar de alguém.
O meu corpo deseja tocar um corpo,
sente falta de calor,
e os meus lábios falta de beijar.
Sinto falta de amor.
Onde estará o ser que sente falta do meu ser?
Onde brilha a estrela que nasceu para mim?
neste espaço vazio onde sonho viver tanta coisa...
Há uns tempos comprei umas louças,
os tais copos pretos que deveriam ficar a matar com os castiçais vermelhos...
até já imaginei como seria usar tudo,
já coloquei a mesa uma dezena de vezes,
só para ver o efeito perfeito que dá.
O calor que transmite,
o contraste das cores mortas e o vermelho,
a luz enfraquecida das velas...
Chego a imaginar a composição das sombras e o quanto parece perfeito....
O tempo passa e tudo continua a ser imaginação,
vazio, sonho, o eco dos meus desejos e das minhas fantasias.
Sinto-me sufocar no desejo de dar,
de manifastar-me,
de sentir o efeito da minha dedicação,
mas permanece o vazio,
todo o meu mundo está oco...
estou rodeada de nada, de cinza, de abismo...
Vem o vento e bate com força a minha porta,
por vezes tenho vontade de abri-la,
deixar entre casa a dentro,
que jante comigo e me faça companhia.
Por vezes a chuva cai e toca-me a pele,
sinto vontade de leva-la para casa,
para que me toque vezes sem conta,
para que me acaricie enquanto me imagino deitada no colo de alguém.
Por vezes o sol brilha,
e toda a sua luz me envolve...
Tenho vontade de o trazer na carteira,
para que me abrace e me aqueça
sempre que me sinto cair na solidão e na carência.
Já tive tantos sonhos,
já acreditei viver realidades,
mas de que me vale tudo isso,
a realidade é esta minha vida cinzenta,
onde tudo o que mais desejo é cor de fogo,
e tudo o que vejo são poeiras.
Pó!!! Simplesmente pó que me inunda o coração.
Até eu já me sinto somente PÓ!
Não existe o que sonho...
Já deve ter passado o meu tempo.
Os beijos que me percorrem o corpo,
o entrelaçar de dedos,
aquele trocar de olhares...
Já não sei seduzir,
encantar...
já não sei alcançar...
Sou somente pó nesta minha vida cinzenta.
Custa-me dize-lo,
saltam as lágrimas de dentro para fora
e de fora para dentro,
um dia pensar em tudo o que sonho fazia-me sorrir.
Agora...
já nada é o mesmo e as lágrimas são meu único alimento.
As minhas mãos sentem falta de agarrar o rosto de alguém,
e os meus olhos de se perderem no olhar de alguém.
O meu corpo deseja tocar um corpo,
sente falta de calor,
e os meus lábios falta de beijar.
Sinto falta de amor.
Onde estará o ser que sente falta do meu ser?
Onde brilha a estrela que nasceu para mim?
Comentários
O Sonho comanda a VIDA!
Anjo do Meet