Cresço ao poucos na caminhada,
Sem saber ao certo onde vou,
não seguindo qualquer estrada.
E quando penso que já sou,
vejo que nunca fui nada.
Vejo a vida um espaço no tempo,
uma vitória e um descontentamento,
vejo-a somente um evoluir
para morrer sem a concluir.
É nada mais que um sonho,
que apenas dura enquanto durmo,
nada nela sou,
nada dela tenho,
sou apenas cinza deitando fumo...
Sobrevivo na contradição,
entre o muito desejar,
e a minha total dedicação...
e quando julgo encontrar,
apenas deparo em mais uma ilusão.
É tão dificil ser-se diferente,
tentando ser como toda a gente,
sem que ninguém repare em nós como somos,
mas apontando sempre a forma como vivemos.
Sorte já ter encontrado,
dos que falam a minha linguagem,
embora sempre sabendo,
que cada um segue a sua viagem...
Uma breve pausa,
onde sentados em roda falamos,
das batalhas, dos medos que já enfrentamos...
Depois de novo ao caminho,
sem que ainda o queiramos...
mas não há alternativa,
não podemos mudar o que somos,
não nos foi dada outra saida...
Mas vamos de cabeça erguida,
e de novo lutamos mesmo sem energia,
e no final de cada gota de suor,
surge a derradeira alegria,
o gostinho de missão cumprida...
Podemos sangrar,
chorar, sofrer e desfalecer,
repetitidamente, e vezes sem parar...
Mas sabemos e sentimos o que isso nos consegue dar.
Olhem-nos nos olhos e verão,
o vosso verdadeiro reflexo,
dentro do nosso coração.
Sem saber ao certo onde vou,
não seguindo qualquer estrada.
E quando penso que já sou,
vejo que nunca fui nada.
Vejo a vida um espaço no tempo,
uma vitória e um descontentamento,
vejo-a somente um evoluir
para morrer sem a concluir.
É nada mais que um sonho,
que apenas dura enquanto durmo,
nada nela sou,
nada dela tenho,
sou apenas cinza deitando fumo...
Sobrevivo na contradição,
entre o muito desejar,
e a minha total dedicação...
e quando julgo encontrar,
apenas deparo em mais uma ilusão.
É tão dificil ser-se diferente,
tentando ser como toda a gente,
sem que ninguém repare em nós como somos,
mas apontando sempre a forma como vivemos.
Sorte já ter encontrado,
dos que falam a minha linguagem,
embora sempre sabendo,
que cada um segue a sua viagem...
Uma breve pausa,
onde sentados em roda falamos,
das batalhas, dos medos que já enfrentamos...
Depois de novo ao caminho,
sem que ainda o queiramos...
mas não há alternativa,
não podemos mudar o que somos,
não nos foi dada outra saida...
Mas vamos de cabeça erguida,
e de novo lutamos mesmo sem energia,
e no final de cada gota de suor,
surge a derradeira alegria,
o gostinho de missão cumprida...
Podemos sangrar,
chorar, sofrer e desfalecer,
repetitidamente, e vezes sem parar...
Mas sabemos e sentimos o que isso nos consegue dar.
Olhem-nos nos olhos e verão,
o vosso verdadeiro reflexo,
dentro do nosso coração.
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