Era uma vez um Homem que por algum motivo quis conhecer uma rã. Uma rã tão singela de beleza, tão menos bela que tantas mulheres que o homem poderia ter escolhido... Ma era a ela que ele queria conhecer. Talvez esperasse dela uma bela princesa quem sabe. Mas ela era apenas uma rã. Uma rã deprimida e triste, no seu pequeno lago, no seu mundo vazio.
Aos poucos o homem transformava a rã, pelas palavras que lhe dizia, os conselhos e atenção que lhe dava. Ele parecia saber exactamente o que ela precisava aprender, para sair daquele lago só seu e conhecer mais além. Para perder o medo de saltar e ganhar mais amor por si mesma, e olhar-se sem medo de ser uma simples rã.
Aquele homem tornava-se especial para a rã que aos poucos se tornava mulher. E talvez por isso, o homem tenha começado a falar também do seu mundo, dos seus tormentos, das suas magoas. (e tudo o que ela sabia dele, foi ele mesmo que lho mostrou)
A rã começou a sentir por aquele homem, algo que não conseguia controlar ou explicar. Queria poder dizer-lho e que ele o aceitasse, mesmo que o não quisesse. Dentro de si ela sentia que ele também sentia algo que os unia, mesmo sendo algo impossível, porque ela era apenas uma rã e ele um homem e jamais ele iria admitir a si mesmo poder sentir algo por uma rã.
Então pensaram em dar um beijo, tentando deixar de parte o que a rã sentia, ou o que ela pensava que ele sentia. Era um simples beijo de transformação que poderia repetir-se caso gostassem. Óbvio que a rã podia aceitar pôr de parte o que sentia, mas não poderia deixar de sentir apenas porque assim tinha de ser.
Naquele dia, ele foi ao lago, e beijou a rã, ela não gostou assim tanto do beijo, porque parecia que de repente ela era uma mulher e ele um sapo desvairado e frio. Mas ela ficou com medo de dizer que se sentia envergonhada por ser feinha como uma rã que era, mas que se sentia uma mulher que gostava de um beijo dedicado e carinhoso. Talvez ele tenha entendido no seu olhar e por isso lhe deu algum conforto num ternurento abraço.
Depois desse dia, ela pensou em tudo, e quis tornar-se uma mulher. Queria poder dizer-lhe que afinal os seus beijos não eram assim tão importantes, e que o que a tinha transformado teria sido tudo o resto e não o beijo. Ela queria dizer-lho nos olhos, mas parecia impossível, pois agora o homem parecia tornar-se um sapo, que já não reconhecia a mulher. Ela tentou de varias formas atrai-lo ao seu lago de novo, para poder mostrar-lhe a verdade. Tentou de formas erradas, ao ponto de se tentar colocar no lugar daquele sapo e falar a sua linguagem. Mas tudo ficava ainda pior.
Um dia decidiu esquecer o sapo e guardar na memória o Homem que tinha conhecido antes do beijo.
Assim, aliviou de certa forma a sua ansiedade e apenas ia lembrando ao sapo que um dia ele tinha sido um Homem... Mas o sapo não queria saber disso, e tratava a mulher como se fosse uma rã qualquer. Teria ficado obcecado pela rã e pela imagem que havia criado dela?
Seria apenas uma forma de se esconder da sua própria realidade e do seu próprio sentimento?
Bem a rã era agora uma mulher mas não tinha esquecido que se tinha transformado no que era agora, graças aquele homem que havia conhecido. Por isso lhe estava grata.
O sapo, apenas servia para a sua desilusão. Era um ser desprezível e doentio, que mascarava o homem sensível de outros tempos.
Ela sabia que no fundo ele continuava sempre a ser o mesmo, mas mascarado por falta de coragem de se mostrar. Ela sentia-o e sabia que algo não estava bem, talvez ele estivesse doente, mas ela não poderia ajuda-lo.
Aos poucos o homem transformava a rã, pelas palavras que lhe dizia, os conselhos e atenção que lhe dava. Ele parecia saber exactamente o que ela precisava aprender, para sair daquele lago só seu e conhecer mais além. Para perder o medo de saltar e ganhar mais amor por si mesma, e olhar-se sem medo de ser uma simples rã.
Aquele homem tornava-se especial para a rã que aos poucos se tornava mulher. E talvez por isso, o homem tenha começado a falar também do seu mundo, dos seus tormentos, das suas magoas. (e tudo o que ela sabia dele, foi ele mesmo que lho mostrou)
A rã começou a sentir por aquele homem, algo que não conseguia controlar ou explicar. Queria poder dizer-lho e que ele o aceitasse, mesmo que o não quisesse. Dentro de si ela sentia que ele também sentia algo que os unia, mesmo sendo algo impossível, porque ela era apenas uma rã e ele um homem e jamais ele iria admitir a si mesmo poder sentir algo por uma rã.
Então pensaram em dar um beijo, tentando deixar de parte o que a rã sentia, ou o que ela pensava que ele sentia. Era um simples beijo de transformação que poderia repetir-se caso gostassem. Óbvio que a rã podia aceitar pôr de parte o que sentia, mas não poderia deixar de sentir apenas porque assim tinha de ser.
Naquele dia, ele foi ao lago, e beijou a rã, ela não gostou assim tanto do beijo, porque parecia que de repente ela era uma mulher e ele um sapo desvairado e frio. Mas ela ficou com medo de dizer que se sentia envergonhada por ser feinha como uma rã que era, mas que se sentia uma mulher que gostava de um beijo dedicado e carinhoso. Talvez ele tenha entendido no seu olhar e por isso lhe deu algum conforto num ternurento abraço.
Depois desse dia, ela pensou em tudo, e quis tornar-se uma mulher. Queria poder dizer-lhe que afinal os seus beijos não eram assim tão importantes, e que o que a tinha transformado teria sido tudo o resto e não o beijo. Ela queria dizer-lho nos olhos, mas parecia impossível, pois agora o homem parecia tornar-se um sapo, que já não reconhecia a mulher. Ela tentou de varias formas atrai-lo ao seu lago de novo, para poder mostrar-lhe a verdade. Tentou de formas erradas, ao ponto de se tentar colocar no lugar daquele sapo e falar a sua linguagem. Mas tudo ficava ainda pior.
Um dia decidiu esquecer o sapo e guardar na memória o Homem que tinha conhecido antes do beijo.
Assim, aliviou de certa forma a sua ansiedade e apenas ia lembrando ao sapo que um dia ele tinha sido um Homem... Mas o sapo não queria saber disso, e tratava a mulher como se fosse uma rã qualquer. Teria ficado obcecado pela rã e pela imagem que havia criado dela?
Seria apenas uma forma de se esconder da sua própria realidade e do seu próprio sentimento?
Bem a rã era agora uma mulher mas não tinha esquecido que se tinha transformado no que era agora, graças aquele homem que havia conhecido. Por isso lhe estava grata.
O sapo, apenas servia para a sua desilusão. Era um ser desprezível e doentio, que mascarava o homem sensível de outros tempos.
Ela sabia que no fundo ele continuava sempre a ser o mesmo, mas mascarado por falta de coragem de se mostrar. Ela sentia-o e sabia que algo não estava bem, talvez ele estivesse doente, mas ela não poderia ajuda-lo.
Comentários